26 de Outubro de 2017 Marcos Eugênio
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Profissionais de saúde discutem em Patos nova PNAB e Plano Municipal de Saúde

 

 

Após um mês de sua publicação, a portaria nº 2.436, que estabelece a revisão de diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), ainda vai dar muito o que falar, sendo tema de muitos debates, como o que ocorreu nesta quinta-feira 26 no auditório do Sebrae de Patos.

 

O encontro, realizado pela 6ª Gerência Regional de Saúde, reuniu profissionais da área, médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e de endemias, alés de gestores municipais, sindicato, conselhos de saúde, que chamam de retrocesso a proposta do Governo Federal por destruir uma série de conquistas que levaram anos a ser concretizadas no âmbito do SUS, maior sistema de saúde pública do mundo, criado em 1988.

 

A reunião foi uma roda de conversas, com os participantes tirando dúvidas sobre as mudanças previstas na 2436. O gerente regional de saúde, José Leudo de Farias, diz que os profissionais de saúde não podem ficar de fora desse processo e precisam exigir que o Ministério reveja vários pontos colocados na Portaria, que vem sendo bastante criticada pelas instituições ligadas à problematica da saúde pública e entidades de classe.

 

“A 2436 mexe com a estrutura da saúde da família. O PSF passa a funcionar de maneira diferente, sem as exigência que a lei anterior tinha. Com a nova, podemos chegar ao extremo de pedir sua revoção, por entendermos que da forma que foi publicada vai trazer enormes prejuízos aos SUS. A desestruturação das equipes de saúde da família é um dos pontos que estamos debatendo”, alertou Leudo.

 

Caso as mudanças existentes na portaria, como a que prevê possível redução no quadro de agentes de saúde nas equipes do PSF, estes prometem comparecer em número de dez mil em Brasília, na próxima semana, para pressionar o Governo Federal a rever sua proposta. José Leudo acrescenta que essa postura, de mobilização pela garantia dos direitos já adquiridos, precisa ser adotada por todas as categorias de profissionais da saúde.

 

Plano Municipal de Saúde

 

O apoiador municipal da 6ª GRS, Paulo Sérgio, fez uma importante reflexão sobre a necessidade da participação popular na reformulação do Plano Municipal de Saúde, que precisa ser consolidada pelas unidades federativas, que têm prazo até início do próximo ano para ser apresentado, sob pena de ter recursos bloqueados.

 

“É necessário que esse plano seja contruído com a participação da comunidade, que sabe o que mais precisa em termos de assistência de saúde. Tem que existir o compromisso de todos, dos profissionais de saúde, da gestão municipal de dialogar com o povo para que o plano atenda suas necessidades”, acrescentou Sérgio.

 

O apoiador institucional da 6ª GRS, Davi Nunes, que falou amplamente das mudanças na nova PNAB, também demonstrou preocupação com a falta de mobilização dos municípios na contrução do Plano de Saúde, onde muitos da Paraíba sequer tiveram essa iniciativa de discussão. “Tudo que o município for fazer em termos de planejamento, investimento tem que constar no documento. O Governo do Estado, através de suas gerências de saúde, oferece apoio, orientação técnica para os municípios que apresentam dificuldades, para juntos trabalharmos  na elaboração do plano ideal para a população, que vai usufruir dele”, comentou Davi.

 

 

 

 



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